A grande maioria dos custos de armazenagem – aluguel, mão de obra, depreciação de instalações e equipamentos de movimentação - são fixos e indiretos. Essas duas características dificultam respectivamente o gerenciamento da operação e a alocação de custos.
1. Identificar os itens de custos – Nessa etapa, deve-se selecionar os itens de custos que serão considerados. Por exemplo: operadores de empilhadeira, supervisores, depreciação das empilhadeiras, custo de oportunidade das empilhadeiras, aluguel do armazém, depreciação dos racks e custo de oportunidade dos racks.
É importante que as contas não sejam agrupadas somente de acordo com a sua natureza - como depreciação, pessoal etc. -, pois neste caso se condicionaria a alocação de todas as contas a um único critério. Dessa forma, em vez utilizar uma única conta de depreciação, deve-se considerar separadamente a depreciação de cada ativo (empilhadeira, rack, palete etc.).
2. Cálculo dos itens de custos – Alguns itens, como salários, benefícios, manutenção, aluguel e outros, são obtidos com facilidade através da contabilidade. Outros itens, como a depreciação e o custo de oportunidade, precisam ser calculados de fato, conforme é exposto abaixo:
- Depreciação – segundo a visão gerencial, o tempo utilizado para depreciação não deve ser o tempo contábil legal, mas sim o de operação do ativo – quanto tempo a empresa utiliza um determinado ativo antes de substituí-lo. Assim, para calcular o valor mensal de depreciação, deve-se dividir a diferença entre o valor de aquisição e o residual pelo tempo (n meses) que a companhia irá utilizar o ativo (antes de trocá-lo).
- Custo de oportunidade – não existe na ótica contábil, pois não existe uma despesa associada a esse custo, mas sim uma perda de receita ocasionada pela imobilização de um capital. Uma empresa que tenha um armazém próprio não tem uma conta de aluguel. No entanto, deve ter um item de custo associado ao custo de oportunidade do imóvel, que representa o quanto a empresa ganharia se o vendesse e investisse o capital em outros projetos, ou caso resolvesse alugá-lo. Para cálculo do valor do custo de oportunidade, deve-se multiplicar o valor do ativo pela taxa de oportunidade da empresa - que normalmente varia entre 10 a 20% ao ano. Vale chamar a atenção que, para um ativo como a empilhadeira, deve-se considerar tanto o custo de depreciação como o de oportunidade.
3. Agrupar os itens de custos relativos a cada função (ou atividade) - O objetivo de agrupar os custos em funções ou atividades é facilitar a alocação desses custos na etapa seguinte. Por exemplo, a função de movimentação irá reunir itens de custos de diferentes contas naturais – pessoal, manutenção, depreciação – mas que estão todos direcionados ao mesmo objetivo, movimentar materiais, e assim podem ser alocados por um único critério de rateio, como número de paletes expedidos.
Quando a operação for relativamente simples, o sistema de custeio pode ser desenvolvido considerando as funções básicas da atividade de armazenagem. Já no caso de uma operação mais complexa, que movimenta produtos com características de acondicionamento ou movimentação muito distintas, pode ser necessário subdividir as funções em atividades. A seguir, serão abordas as funções básicas que devem ser consideradas:
a) A movimentação de materiais inclui a recepção e a expedição de mercadorias. Assim, devem ser agrupadas nessa função todos os itens de custos referentes a essas atividades, como por exemplo os custos associados a empilhadeiras, transelevadores, operadores de empilhadeira, supervisores da movimentação etc.
b) O acondicionamento de produtos se refere a estocagem do produto. Deve se ter em mente que esta função não engloba a movimentação. Esta função se refere apenas ao fato de o produto estar parado em estoque. Nesse caso, o produto estaria consumindo um espaço, não só de um armazém como também de um palete, de um contenedor, rack. Assim, teriam que ser agrupados os custos referentes ao espaço, como aluguel ou custo de oportunidade do armazém, e os itens referentes a ativos que estão sendo utilizados no acondicionamento do produto como paletes e racks.
No caso de produtos que necessitam de acondicionamento especial como os que devem ser mantidos em ambiente refrigerado, também devem ser considerados os custos com o equipamento de refrigeração e consumo de energia elétrica.
Pelo fato da função de acondicionamento estar ligada diretamente ao espaço físico, o grupo de custos dessa função é comumente chamado de custo da ocupação de espaço.
c) A função de administrar o fluxo de bens na realidade irá agregar os custos que não dizem respeito às funções anteriores por terem um caráter mais administrativo, como por exemplo os custos referentes ao gerente, à secretária, ao telefone, ao material de escritório etc.
4. Alocar custos a cada produto ou cliente - Uma vez agrupados segundo as funções (ou atividades) é necessário alocar esses custos aos produtos. Os custos dos clientes, podem ser obtidos a partir do mix de consumo de cada cliente, estando sempre atento, é claro, para alguma condição especial que o cliente possa exigir.
Entre alguns critérios de alocação para cada uma das três funções básicas da armazenagem estão:
a. Movimentar material – os custos dessa função, mesmo que indiretamente, se referem ao volume de carga expedida. É importante perceber qual é de fato o gerador do consumo de recursos. No exemplo de um armazém em que toda mercadoria é paletizada, o número de paletes expedidos de cada produto seria um bom critério de rateio para esses custos de movimentação.
Nesse caso, pode-se imaginar que o consumo dos recursos se dá pela movimentação da empilhadeira, que carrega sempre um palete, independente da quantidade de produtos ou caixas nele contido. Assim, é possível obter o custo de cada movimentação dividindo-se o custo total associado à movimentação pela soma dos paletes recebidos e expedidos.
É importante, que sejam considerados todos os paletes recebidos e expedidos, mesmo os não completos, pois, como já comentado, o trabalho de movimentação é praticamente o mesmo estando o palete completo ou não. De posse do custo de cada movimentação, basta verificar quanto de cada produto foi movimentado - no caso, quantos paletes foram recebidos e expedidos - e multiplicar esse valor pelo custo unitário da movimentação de paletes.
Se esse mesmo armazém expedisse não só paletes, mas também caixas avulsas, já seria interessante separar a função de movimentação em atividades, como por exemplo: recepção, expedição de paletes e expedição de caixas avulsas.
b. Acondicionar produtos – os custos dessa função, usualmente, dão margem a distorções na alocação, uma vez que esses não são proporcionais ao volume expedido. Uma linha de produto pode estar ocupando espaço no armazém e não ter nenhuma unidade vendida, enquanto outra pode ocupar um espaço relativamente pequeno e ter um alto volume de vendas.
Nos casos em que os produtos não estão dispostos em paletes ou não são utilizados racks o processo é bastante similar. No entanto, nestes casos deve-se considerar o limite de armazenagem de cada item por metro quadrado, que é função da dimensão e do empilhamento máximo de cada produto.
Para um dado custo associado à ocupação do espaço, a alocação a cada produto é realizada em função de dois fatores: do giro e do espaço ocupado por cada produto:
- quanto menor o espaço ocupado pelo produto, menor será o seu custo unitário de ocupação;
- quanto maior o giro do produto, menor será o seu custo unitário de ocupação do espaço.
c. Administrar o fluxo de bens – os custos relativos à administração do armazém usualmente não estão relacionados ao volume de carga expedido, tampouco à quantidade dos produtos em estoque, mas sim ao número de processamentos realizados. Dessa forma, esse custo pode ser alocado de acordo com o número de ordens (ou notas) de recebimento ou expedição.
É importante notar que a alocação dos custos dessa função específica irá variar bastante em função da empresa, sendo a participação do executivo da área primordial na definição do critério dessa alocação.
Se hoje em dia a atividade de armazenagem já tem uma importância muita maior que a alguns anos atrás, a tendência é que para os próximos anos, essa atividade se torne ainda mais expressiva. O e-commerce (comercio eletrônico) que é uma tendência mundial, já está começando a se desenvolver aqui no Brasil. Diante dessa realidade os pedidos de entrega se tornarão ainda mais pulverizados, exigindo uma maior competência do processo de armazenagem, principalmente no que se refere a separação de materiais. Por outro lado, as apertadas margens de contribuição continuarão sendo uma realidade, tornando a acurácia das informações de custos cada dia mais importante.
Autor: Maurício Pimenta Lima - mplima@coppead.ufrj.br
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
sábado, 10 de outubro de 2015
Mecalux constrói na Turquia umas das maiores plataformas logísticas do mundo
A Mecalux, companhia de ponta no âmbito mundial do mercado de sistemas de armazenagem, instalou a nova plataforma logística da Hayat Kimya. A empresa turca, com sede em Izmit, dedicada à fabricação de produtos químicos de limpeza, sanitários e de higiene, é líder do setor no mercado turco e asiático.
Com o objetivo de otimizar todos os seus recursos disponíveis e reforçar sua capacidade competitiva internacional, a empresa encarregou a Mecalux da construção de um armazém de 12.500 m2 de superfície e 45 m de altura, sobre uma planta já existente de 250.000 m2 equipada com a última tecnologia no processo de geração autossuficiente de energia.
A nova instalação da Hayat Kimya será capaz de mover em uma hora 900 paletes, tanto de entrada como de saída, assim como realizar movimentos de carga e descarga de 30 veículos de grande tonelagem. Isso significa a gestão de mais de 400 caminhões de entrada e expedições em um só dia. Se essas cifras são extrapoladas mensalmente, a empresa turca moverá mais de 500.000 paletes, que dispostos um ao lado do outro equivalem à distância que separa Madri de Barcelona.
Os custos de armazenagem na logística moderna
Uma das principais características da logística moderna é sua crescente complexidade operacional. Aumento da variedade de produtos, entregas mais freqüentes, menores tempos de atendimento, menor tolerância a erros de separação de pedidos e pressões para redução dos níveis de estoque, são alguns dos principais drivers da complexidade. Uma das conseqüências deste fenômeno é que alguns componentes do custo logístico, até então pouco significativos, como por exemplo o de armazenagem, passam a ter uma participação importante. Tudo isto tem empurrado as empresas na direção de um contínuo processo de modernização, tanto tecnológico, quanto gerencial. Na busca de alternativas de modernização gerencial, uma importante pergunta que deve ser feita é: como estão sendo alocados esses custos que no passado eram pouco relevante, e que vem se tornando cada dia mais importantes?
A incapacidade de responder a esta pergunta, pode gerar nas empresas um sério problema de credibilidade das informações contábeis, com reflexos negativos sobre a qualidade do processo decisório. Um bom exemplo deste problema surge quando da decisão de continuidade, ou não, de uma determinada linha de produtos com base na sua rentabilidade. Uma alocação equivocada dos custos de armazenagem, tende a gerar um subsídio cruzado, que distorce a rentabilidade e pode resultar numa decisão equivocada sobre aquela linha de produtos.
A necessidade de uma alocação mais precisa e confiável tem como contrapartida uma maior sofisticação e complexidade contábil. Isto sinaliza a necessidade de ser criterioso no momento de decidir sobre o nível de detalhamento / sofisticação do sistema de custeio. Simplificações podem e devem ser feitas a fim de que o sistema de custeio não se torne demasiadamente caro e trabalhoso. Uma maior atenção deve ser dada na escolha dos critérios de alocação e nas suas revisões periódicas, que podem trazer benefícios significativos com pouco ônus para empresa.
É importante deixar clara a diferença entre custos de estoque e armazenagem. Serão considerados custos de armazenagem os que se referem ao acondicionamento dos bens e a sua movimentação, como por exemplo: aluguel do armazém, mão-de-obra, depreciação das empilhadeiras etc, enquanto, os custos referentes aos bens, produzidos ou comercializados, propriamente dito, como o custo financeiro de estoque e o custo de perdas – devido a roubo, obsolescência e avarias - serão tratados em outra oportunidade por serem classificados como de estoque.
A incapacidade de responder a esta pergunta, pode gerar nas empresas um sério problema de credibilidade das informações contábeis, com reflexos negativos sobre a qualidade do processo decisório. Um bom exemplo deste problema surge quando da decisão de continuidade, ou não, de uma determinada linha de produtos com base na sua rentabilidade. Uma alocação equivocada dos custos de armazenagem, tende a gerar um subsídio cruzado, que distorce a rentabilidade e pode resultar numa decisão equivocada sobre aquela linha de produtos.
A necessidade de uma alocação mais precisa e confiável tem como contrapartida uma maior sofisticação e complexidade contábil. Isto sinaliza a necessidade de ser criterioso no momento de decidir sobre o nível de detalhamento / sofisticação do sistema de custeio. Simplificações podem e devem ser feitas a fim de que o sistema de custeio não se torne demasiadamente caro e trabalhoso. Uma maior atenção deve ser dada na escolha dos critérios de alocação e nas suas revisões periódicas, que podem trazer benefícios significativos com pouco ônus para empresa.
É importante deixar clara a diferença entre custos de estoque e armazenagem. Serão considerados custos de armazenagem os que se referem ao acondicionamento dos bens e a sua movimentação, como por exemplo: aluguel do armazém, mão-de-obra, depreciação das empilhadeiras etc, enquanto, os custos referentes aos bens, produzidos ou comercializados, propriamente dito, como o custo financeiro de estoque e o custo de perdas – devido a roubo, obsolescência e avarias - serão tratados em outra oportunidade por serem classificados como de estoque.
Autor: Maurício Pimenta Lima - mplima@coppead.ufrj.br
Com expertise no mercado Wagner Lestingi assume a direção da empresa de logística integrada VAJLog
Com 29 anos de experiência no setor, o empresário agora comanda a expansão de sua empresa que tem planos para atuar no exterior
Após trilhar um caminho de sucesso e ter seu nome reconhecido no segmento de logística, o agora empresário Wagner Lestingi acaba de assumir a frente dos negócios da VAJLog. A empresa, que foi fundada em 2009 com o objetivo de atender o mercado consumidor do Transporte Rodoviário de Cargas, mas focando exclusivamente no setor alimentício, atravessa grandes mudanças nesse ano (2015). Para fortalecer a marca, passou a oferecer serviços de transporte para o mercado nacional e também internacional, além de serviços de armazenagem com movimentação de materiais. A nova liderança é parte desse processo de reestruturação.
Formado em administração de empresas, o executivo de 45 anos já fez parte da equipe de empresas de destaque no cenário de logística do país. Iniciou sua carreira como gerente comercial na Trans-til. Passou ainda pela Fastex, onde ocupou o cargo de diretor, além de ter sido gerente de unidades de negócios na IBL Logística e diretor na Viva Express.
A decisão de se tornar dono do próprio negócio foi tomada após planejamento e aconteceu impulsionada pelo encontro com Carlos Eduardo de Pietro Sousa, atualmente seu sócio na VAJLog. "Devido a grande experiência adquirida em logística, há mais de dois anos já pensava em montar minha própria empresa e, foi aí, que encontrei o Carlos Eduardo e ví que nossos planos eram similares. Nos unimos e com esta parceria resolvemos assumir a direção da VAJLog", comenta Lestingi.
O conhecimento de mercado de Wagner é fundamental para garantir a qualidade em todos os setores da empresa. Juntos, os dois sócios somam mais de 50 anos de experiência empresarial. Embalados pelo apropriado slogan "Dirigidos pela experiência e movidos pela inovação", os empresários imprimem conceitos inovadores, mas sem perder a identidade do negócio. A VAJLog possui flexibilidade no atendimento aos clientes, garantindo principalmente a personalização dos serviços.
As metas da empresa para esse ano são relevantes. O objetivo é formatar alianças operacionais e estratégicas para serviços de armazenagem e transporte aéreo, além de estruturar bases operacionais em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Para esse semestre, outro plano importante é o início da unidade de negócios internacional com foco nos países do ConeSul e Mercosul.
Mais sobre a VAJLog: A VAJlog foi fundada em 2009 com o objetivo de atender o mercado consumidor de Transporte Rodoviário de Cargas, focando exclusivamente no setor alimentício. Em abril de 2015 a empresa passou por uma reestruturação e sob a direção dos executivos Carlos Eduardo de Pietro Sousa e Wagner Lestingi passou a oferecer serviços de transporte para o mercado nacional e também internacional, além de serviços de armazenagem com movimentação de materiais.
Com bases operacionais nos Estados da Região Sudeste, a empresa também está presente nas regiões Sul, Nordeste e Centro Oeste. A VAJLog conta com estrutura e frota para oferecer ao mercado serviços de transporte de carga lotação (FTL) e fracionada (LTL), além dos serviços "door delivery"e "door to door", atendendo atualmente aos setores de alimentos, cosmético, higiene pessoal e correlatos, indústria de transformação e bens de consumo.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Transporte e armazenagem de sementes serão trabalhados em workshop
A forma ideal de transportar e armazenar sementes no pós-vendas será
abordada no Workshop Qualidade de Sementes - Transporte & Armazenagem de
Sementes, em Cuiabá, nesta terça-feira, 22 de março. A capacitação é promovida
pela Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat) e a
entrada é gratuita.
As inscrições para o workshop podem ser realizadas no site www.aprosmat.com.br.
O evento, segundo a Aprosmat, é voltado para produtores rurais, revendedores,
engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas.
O objetivo com a capacitação é apontar os cuidados necessários no
transporte, armazenamento, manuseio e plantio da semente de soja.
O workshop será realizado no Edifício Cloves Vettorato, na Rua Engº
Edgard Prado Arze, 1.777 – Quadra 03 – Setor A, no Centro Político
Administrativo (onde funciona a Associação dos Produtores de Soja e Milho).
Será a partir das 8h.
O workshop, revela a Aprosmat, será ministrado pelo pesquisador da
Embrapa Soja de Londrina, Ademir Assis Henning.
ULMA automatiza armazenagem de fabricante de queijos na Espanha
Entrepinares ganha sistema logístico de alta complexidade para armazenagem e separação de pedidos a baixas temperaturas
A ULMA Handling Systems, especializada no desenvolvimento de ampla gama de sistemas automatizados para movimentação e armazenagem de materiais em parceria com a renomada empresa japonesa DAIFUKU, acaba de entregar à fabricante de queijos Entrepinares um sistema automatizado de movimentação, armazenagem e separação de pedidos em ambiente refrigerado. Com sede na cidade de Valladolid, Espanha, a Entrepinares é a maior distribuidora de queijos daquele país, com produção de 45 milhões de quilos do produto ao ano, distribuídos por 90 itens distintos.
O sistema foi desenvolvido com objetivo de otimizar os processos de maturação e de secagem dos queijos, posibilitando automatizar etapas como giro, marcação e a rastreabilidade desde a saída da produção até o consumidor final. A primeira parte do projeto de automatização focou a fase de maturação: no coração deste sistema está um sistema de AGVs (veículos autiomaticamente guiados), desenhados para movimentar dois paletes simultaneamente, unindo a entrada da produção, os processos de maturação, corte e embalagem até a expedição dos produtos prontos.
Outra etapa do projeto engloba o processo de giro, contando com um sistema automatizado patenteado internacionalmente. O giro é chave na fase de maturação do queijo, permitindo tornar mais homogênea a maturação e, consequentemente, melhorar a qualidade do alimento.
Os sistemas projetados por ULMA permitem que, após a maturação, ocorra a despaletização e fracionamento automatizados dos queijos, que posteriormente são destinados ao corte e embalagem. Prontos para consumo, os queijos são paletizados e estocados em um armazém automatizado em duas câmaras frigorificadas, equipado com um transelevador satélite, que permite aproveitamento máximo do volume de armazenagem e reduz os tempos de trabalho. Todas as etapas do sistema de armazenagem automatizada são controladas pelo Sistema de Gestão de Armazém (SGA) da ULMA.
A próxima etapa de projeto a ser desenvolvida por ULMA na Entrepinares é automatizar a etapa de secagem dos queijos, onde o sistema automarizado de movimentação e armazenagem vai se conectar à etapa de giro, que tem em torno de mil movimentos diários. A secagem se desenrola em ambiente com temperatura controlada a 10º Celsius e umidade relativa do ar de 80%.
Entre os resultados colhidos até o momento pela Entrepinares com a automatização de seu processo logístico, da saída dos queijos da produção até a chegada ao consumidor final, está um controle exclusivo da rastreabilidade dos produtos. A automatização permitiu, ainda, flexibilizar e melhorar a qualidade de serviços e também de produtos oferecidos aos clientes da empresa, como a rede de supermercados espanhola Mercadona.
Sobre a ULMA Handling Systems
A ULMA Handling Systems (www.ulmahandling.com.br ) é uma. Presente no empresa especializada no desenvolvimento de ampla gama de sistemas automatizados para movimentação e armazenagem de materiais em parceria com a renomada empresa japonesa DAIFUKU Brasil desde 1997, ULMA Handling Systems tem em seu portfólio sistemas de separação de pedidos, armazenagem automatizada, movimentação e classificação automatizada, sistemas para fim de linha ou paletização automatizada e softwares para gestão da cadeia de abastecimento (supply chain management).
Com uma equipe de 250 colaboradores e presença na Espanha, França, Brasil e Chile, desenvolve seus serviços desde o projeto e o planejamento de uma solução logística até o serviço de pós-venda e reengenharia, processos desenvolvidos em conjunto com o cliente. É uma empresa certificada ISO 9001:2000, ISO 14.001:2004 e OSHAS 18.001:2007.
Bel Fix investe 30 milhões de Reais em armazém autoportante da Águia Sistemas em São José dos Pinhais
Obras estão em andamento e a entrega está prevista para março de 2016
A Bel Fix (www.belfix.com.br), distribuidora de produtos para linha praia, piscina, casa, jardim, camping, esportes, brinquedos e ferramentas com sede em Curitiba, está investindo cerca de 30 milhões de Reais em um novo centro de distribuição com armazém autoportante projetado pela Águia Sistemas (www.aguiasistemas.com.br). O canteiro de obras do está em plena atividade em São José dos Pinhais, PR, novo endereço da Bel Fix quando forem entregues o armazém automatizado e as demais instalações, em março de 2016.
De acordo com Hilário Boito, gerente administrativo da Bel Fix, a mudança de cidade obedeceu à necessidade de construção de um novo centro de distribuição, pois atualmente a empresa utiliza cinco locais diferentes para suas operações na cidade de Curitiba, encarecendo custos. Em São José dos Pinhais, a empresa encontrou o espaço necessário para o porte da instalação que precisa, com favorecimento de sua logística para atender a todo território nacional.
“Vamos ter uma sede própria com estrutura completa de armazéns e escritórios em São José dos Pinhais, eliminando custos com aluguel de instalações e também otimizando o transporte: teremos uma malha rodoviária que nos favorece para entregas em outros estados”, comenta Hilário.
A estrutura de armazenagem autoportante da Bel Fix terá 30 metros de altura e capacidade de estocagem de 20.944 posições-paletes de. “Em um projeto convencional, a empresa teria apenas seis mil posições-paletes em uma área de 4.000 m2; sendo um autoportante, conseguimos oferecer à Bel Fix uma densidade maior de estocagem, com estreitamento dos corredores, graças ao apoio dos transelevadores”, analisa Alex Costa, supervisor de Negócios da Águia Sistemas.
Com um total de 80 mil metros quadrados (11 mil m2 só de armazém autoportante), o complexo vai abrigar atividades de armazenagem, separação e expedição de produtos. Para a obra, a Águia Sistemas conta com a parceria da Scheffer Automação, que equipará o armazém com quatro transelevadores, e da Smart Sistemas Construtivos, que conduz a construção de dois galpões e um edifício em estrutura metálica com cinco andares, para instalação da parte administrativa.
Uma segunda etapa da obra está prevista para breve. Nela, a Smart Sistemas Construtivos vai entregar à Bel Fix outra área de armazenagem com 8.000 m2 e 14 metros de altura, que será equipada com estruturas porta-paletes convencionais.
Sobre a ÁGUIA SISTEMAS
Parte da holding Águia Participações, a Águia Sistemas é uma empresa 100% nacional e especializada no projeto de sistemas de movimentação e armazenagem de materiais para os segmentos industrial e de logística. Fundada em 1973, tem sede em Ponta Grossa, PR, emprega 755 colaboradores, ocupa o nicho de 35% de seu segmento e atua em território nacional e na América do Sul.
A Águia Sistemas desenvolve projetos e oferece consultoria às empresas interessadas em incrementar suas áreas de movimentação e armazenagem, realizando também a montagem de seu sistemas com pessoal próprio.
Linha de produtos: Estrutura porta-paletes; Estrutura autoportante; Drive in; Armazenagem dinâmica; Push Back; Mini porta-paletes; Mezanino; Flow Rack; sistema de transportadores e separação de pedidos automatizada; Contêineres especiais.
Principais clientes: Bauducco; Volvo; Ferramentas Vonder; Belfix; Nestlé; Renault; Cacau Show; M Dias Branco; Real Distribuidora; GPA; Martins; Decall
Sobre a BEL FIX
A Bel Fix está localizada na cidade de Curitiba, Paraná, contando com mais de 60 anos de tradição. Uma das empresas pioneiras no Brasil na fabricação de guarda-chuvas, sombrinhas e guarda-sóis, passou a importar esta e outras linhas de produtos após a abertura do mercado nacional no início dos anos 1990. Esse processo impulsionou o crescimento da marca em diversos setores como praia, piscina, casa, jardim, camping, esportes, brinquedos e ferramentas. Sempre focada em inovação e qualidade com o melhor preço, a Bel Fix é hoje referência no mercado nacional e seus produtos são comercializados nas principais redes de supermercados, lojas de departamentos, lojas especializadas, entre muitas outras espalhadas pelo país.
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